O charme debochado dos cariocas (Cariocas – Adriana Calcanhotto)

FOTO M&A

[MÚSICA / REGIONALISMOS] 19.11.2019

Qual a antítese perfeita de um carioca? Um paulista!

Mesmo que tenham origem em cidades próximas, a maneira de enxergar o mundo de um e de outro são impressionantemente distantes. Certamente devem existir motivações históricas e geográficas para que assim seja, mas não é disso que quero tratar aqui nesse texto. A reflexão que proponho aqui é mais simples (comparativa mesmo), até para que possamos ver o que encontramos de interessante e de (porque não?) desprezível em cada um dos lados.
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Los Hermanos – Último Romance (Interpretando a Letra)

LH M&A 24062019

[INTERPRETAÇÃO / MÚSICA] 24.06.2019

Atendendo um pedido do Igor (Editor chefe do Blog – Surpreendente ele me pedir algo dessa banda), deixo aqui a minha interpretação da música Último Romance dos Los Hermanos.

Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor

(Trata-se de um homem que chegando na terceira idade encontra alguém muito especial, quando já não esperava encontrar um grande amor)

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Entre olhares e amores…

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[REFLEXÃO / AFETOS] 12.05.2019

TEXTO BY RAFAELA MORATO

Hoje é dia das mães?!
Dia das mães é quando você sente o primeiro enjoo, lê em uma folha timbrada por um laboratório a palavra “reagente”.
Dia as mães é quando você vê sua barriga crescer, sente um misto de alegria e desespero ao entender que o milagre da vida está acontecendo dentro de você.
É o primeiro movimento ou acrobacias. É o amor que se materializa quando os olhares se encontram, e nem é o tal do “amor a primeira vista”, porque já era amor antes mesmo de qualquer olhar, o amor que é, e só, e sempre será!
Porque uma mãe é feliz todos os dias!
Te amo mãe… E amo ser mãe!

RAFAELA MORATO

>SOBRE A AUTORA
Uma pessoa que adora ler, e através do que lhe toca, oferece aos demais. Por que ler é sobre sentir, crer e aprender.

RM

Kurt Cobain vive! (Serve The Servants – Nirvana)

KC M&A

[OPINIÃO / MÚSICA] 05.04.2019

Exatamente hoje, completam-se 25 anos da morte de Kurt Cobain. Numa visão preguiçosa, superficial e simplista, muito comum nos dias de hoje, trata-se o fato como: “um roqueiro doidão que se matou”. Prefiro não cair nesse lugar comum, tão cheio dessa mediocridade. Vamos partir do princípio de que para mim, o suicídio representa uma escolha absolutamente respeitável, até porque, escolher pelo próprio fim é algo que denota coragem e não covardia, como afirmam muitos de vocês.
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Tocando em Frente – Oswaldo Montenegro – Texto by 22

Estou completando em poucas horas mais uma volta no calendário. Alguns diriam que estou completando mais um ano de vida.. eu porém enxergo que tecnicamente é um ano a menos… e a música a seguir vem bem a calhar. Vamos a ela:

Hoje um pouco mais experiente, tenho algumas observações e reflexões a fazer.. você, caro leitor, pode se retirar a partir desse ponto ou seguir em frente e acompanhar meus devaneios clicando no botão abaixo: [continuar lendo]

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Sorry seems to be the hardest word – Blue feat Elton John

Ho Hey – The Lumineers

Música da banda de folk rock indie, the Lumineers: Ho Hey (não confundir com a Hey, Ho, Lets Go, do Ramones. rsrs)

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Ed Sheeran – Modinha?

Após um longo e tenebroso inverno, estou voltando. As atividades do blog Música e Arte estão voltando. Essa volta se dá com um quadro novo: Modinha! Essa sessão iremos debater superficialmente sobre os novos nomes da arte que despontam no cenário nacional ou internacional e fazem muito barulho. Para abrir os trabalhos, trago hoje Ed Sheeran e tentaremos responder a pergunta: é Modinha?

A grosso modo, pra quem não está habituado a certos termos, oriundos especificamente do mundo cibernético, pra ser mais preciso, nas redes sociais. Modinha é um termo pejorativo, pra indicar algo não muito qualificado, mas que muitas pessoas idolatram apenas porque outras pessoas gostam e vai virando uma bola de neve, quando se vai ver, tá todo mundo falando bem sem nem saber ao certo o porquê. Vai na moda. Enfim, uma explicação bem rasa, apenas para dar a introdução. Então, quanto ao Ed Sheeran, é modinha?

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Bolsonaro Presidente: O absurdo que faz todo o sentido (Nos Barracos da Cidade – Gilberto Gil)

M&A29102018

[OPINIÃO / POLÍTICA]

Ao eleger Jair Bolsonaro, o Brasil dá uma guinada bem maior do que muitos imaginam. É um mergulho no obscurantismo, a chegada ao poder da fatia mais retrógrada e conservadora da nossa sociedade. O lugar comum nos faz chegar a conclusão de que a vitória de uma figura que aparenta tamanho despreparo, se dá pelo descontentamento de boa parte da população em relação ao que se pratica na esfera política desde a redemocratização. Existe uma dose razoável de acerto nessa análise mais simplista, mas o “fenômeno Bolsonaro” vai muito além disso… E é aí que mora o perigo!

É bastante perceptível que a esmagadora maioria dos eleitores do “mito” (assim chamado pelos seus seguidores mais fervorosos) é composta por pessoas cujo poder de análise social e reflexão intelectual tem a profundidade de um pires. A histeria coletiva que se viu assim que se anunciou o resultado o pleito, está ligada ao fato de que Bolsonaro deu voz a parte dos brasileiros que consideram negros, mulheres e homossexuais cidadãos de segunda categoria. Legitimou o tom vociferante e autoritário daqueles que não aceitam nem o debate de ideias, por vezes ameaçando ou ridicularizando quem pensa diferente. Aquele tipo de discurso beligerante que ouvimos no dia a dia das ruas ou nas simples conversas informais. Uma gente tão estúpida e hipócrita quanto o discurso do líder que ajudaram a eleger. Nesse aspecto, Bolsonaro presidente, algo que se mostrava para muitos um absurdo até bem pouco tempo atrás, faz agora todo o sentido.

O tempo, muito provavelmente, vai desconstruir o líder agora criado, mas essa mentalidade tacanha que permeia essa horda de imbecis vai seguir existindo, dessa forma, fica difícil acreditar em um futuro promissor para o país. O melhor é admitir que temos um povo que historicamente não tem vocação para a democracia, mas para uma tutela autoritária. De qualquer forma, falar em história com quem elege Jair Bolsonaro é perda de tempo, afinal, não estamos tratando com pessoas dadas a leituras mais amplas do mundo, estamos lidando com o brasileiro médio, que por gerações vêm se degradando nos mais variados aspectos, transformando-se nessa sociedade do dedo em riste e das futilidades mais rasteiras. Uma nação cada vez mais sem identidade, desorientada e decadente.

Definitivamente o Brasil é um projeto que fracassou e creio ser apenas uma questão de tempo para que esse fracasso se materialize da forma mais contundente possível, literalmente despedaçando-se, aí quem sabe, desses pedaços, se construam novas nações no futuro, bem mais estruturadas e fortalecidas.

“Os lucros são muito grandes
E ninguém quer abrir mão
Mesmo uma pequena parte
Já seria a solução
Mas a usura dessa gente
Já virou um aleijão
Ôôô, ôô, Gente estúpida!
Ôôô , ôô, Gente hipócrita!”

(GILBERTO GIL)

TADEU CASTRO
04/11/2018

> SOBRE O AUTOR
Um cara sem diplomas na parede (trancou o curso de jornalismo no segundo ano, ainda no século passado, por sentir uma certa claustrofobia no universo acadêmico). Não é, e nem pretende ser, especialista em coisa alguma (ser um especialista o limitaria). Trata-se apenas de um bom observador (nada mais do que isso), pois isso lhe basta e o faz um ser livre, seja no olhar, no pensar e no viver.

AUTOR TADEU CASTRO II

Johnny Hooker, Jesus e o tribunal da internet

M&A20082018
[MÚSICA]

Johnny Hooker tem 31 anos, Pernambucano de Recife, cantor e compositor (também tem trabalhos como ator e roteirista) é uma das figuras mais interessantes surgidas na música brasileira nos últimos anos. Para quem não acompanha a produção musical nacional mais de perto (acham que todos os novos talentos da nossa música se resumem aos que aparecem no “The Voice Brasil” ou no “Domingão do Faustão”), não saberá a quem me refiro.
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As Fases da Vida (em Música) text by 22 – Não creio em mais nada (Paulo Sérgio)

Vou tentar, em fragmentos de músicas, expressar os níveis pelos quaos passei, pra chegar onde cheguei hoje… Adianto: esse é um post down, depressivo, desesperançoso, completamente – eu diria: real. Sem fru-fru.. a vida nua e crua. Leia não… vai ser chato, enfadonho, entediante, ruim… mas eu vou escrever, porque eu quero, ok? Então tá…

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One of Us – Joan Osborne!

Perdoem os que simpatizam com esse personagem, mas: fica a pergunta:

“E se ele fosse como nós?” (afinal de contas não tem um certo livro “sagrado” que diz que nós, seres humanos, somos imagem e semelhança dele? Pois é.. talvez isso explique o tanto de – na minha concepção, o tanto de merda que ele faz, fez  e continua fazendo… (claro, supondo, partindo do princípio que ele ao menos existisse.. mas vocês sabem: eu não acredito nisso.. pra mim tá mais para: “nós homens fizemos a deus a nossa própria imagem e semelhança… mas isso é um assunto pra outra hora…) eu não quero polemizar, só quero que você reflita um pouquinho e, também, sim, faça a defesa dele.. seja o advogado dele.. diga porque meu pensamento em relação a esse personagem, está equivocado… ou não!

Beijos de paz!

Pra mim, só mesmo isso, o fato do deus, ser como nós, talvez justificar tanta cagada, tanta injustiça, tanta merda, tanto erro de cálculo (isso!! erro de cálculo! Então daí, surgir outra pergunta: como um ser, que vocês dizem perfeito, calcular tão errado certas coisas… enfim… chega… falem ou não falem, se ofendam, ou não.. mas entendam o contexto do post e principalmente a ideia da música… talvez haja tanta merda, porque, ele é só um de nós.. e aí, entra o axioma de Epicuro de Samos:

anxioma de epicuro

By @22seqvme
(Igor Otávio)

 

“Pra Frente Brasil!”… E os cinco motivos pelos quais o Brasil não ganhará a Copa do Mundo na Rússia

F1
[FUTEBOL]


(A música ufanista criada para a seleção brasileira que disputava a Copa de 1970)

O que se ouve nesse momento delicado pelo qual atravessa o país é: “Ninguém vai querer saber dessa Copa do Mundo!”… Mas não adianta, Brasil em campo e tudo pára, as avenidas ficam desertas e vai todo mundo para a frente da televisão. Mas deixo aqui o aviso aos torcedores mais fanáticos de que não se iludam, a seleção canarinho não vai voltar com a taça nas mãos… E aqui vão os cinco motivos para esse meu prognóstico bem pouco otimista…
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O suicídio assistido e o respeito à liberdade individual

M&A09052018

[CONCEITOS ÉTICOS]

Recentemente  o cientista Australiano David Goodall (104 anos) causou espanto ao mundo ao declarar que deseja praticar a eutanásia. O caso de Goodall é particularmente surpreendente aos olhos da maioria, pois o mesmo não sofre de nenhuma doença terminal ou degenerativa, como ocorre na grande maioria dos casos em que as pessoas lançam mão dessa prática. Segundo as palavras do cientista: “Não estou feliz. Quero morrer. Não é particularmente triste. O que é triste é que me impeçam isso. Meu sentimento é que uma pessoa idosa como eu deve se beneficiar de seus plenos direitos de cidadão, incluindo o direito ao suicídio assistido”, declarou o mesmo ao canal de TV Australiano ABC, no dia de seu aniversário, semanas atrás.

A Exit (onde Godall pretende realizar seu suicídio assistido) e a Dignitas são as duas organizações de suicídio assistido localizadas na Suíça, um dos pouquíssimos países onde a prática é autorizada por lei. São financiadas por mais de 73 mil membros que acreditam ser respeitável a decisão pessoal de dar fim a própria vida. Instituições que ajudam pessoas que, em perfeitas condições psíquicas, ao escolherem sobre qual o momento do término de sua existência, o façam da maneira mais digna possível.

No Brasil o assunto é um tabu, mais do que isso, existe nos meios de comunicação uma determinação para que os casos de suicídio não sejam noticiados, já que existe o medo por parte de uma parte dos especialistas em doenças psíquicas (não há um consenso sobre isso, inclusive entre estes) que a divulgação de tais casos poderia causar uma espécie de epidemia da prática por parte das pessoas que não estão felizes com a própria vida. Mas será mesmo que essa é a melhor maneira de tratar o assunto? Esconder a questão ao invés de trazê-la a luz do debate?!

Existe também a abordagem dos religiosos sobre o assunto, que na sua grande maioria condenam quem opta por dar fim a própria vida. Mas eu perguntaria a esses: Onde fica então o tal do “livre arbítrio” tão propalado, sobre tudo pelos cristãos? Quando afirmam de forma imperativa que: “A hora da morte só cabe a Deus determinar”, estão claramente deixando de lado a ideia de que cabe a cada ser humano suas próprias ações e consequências sobre as mesmas.

Fico me perguntando, afinal, quem teria mais direito sobre a própria existência do que quem usufrui do lado bom e do ruim da vida? Porque não dar ao indivíduo o direito da escolha? Claro que trata-se aqui de uma decisão limite, mas estando o individuo no mais perfeito gozo de suas faculdades mentais, não seria óbvio que cabe a esse os rumos do seu próprio destino?

Segundo a OMS (dados de 2015) estima-se que 800 mil pessoas se suicidam anualmente no mundo, uma a cada 40 segundos, o que equivale a 1,4% dos óbitos totais. A média global é de 10,7 por 100 mil habitantes, sendo 15/100 mil entre homens e 8/100 mil entre as mulheres. Dessa forma estamos lidando aqui com algo real, que insistimos em camuflar, ao invés de trazer ao debate, como fazemos aliás, com várias das questões contemporâneas. Penso que é preciso evoluir a discussão do assunto e não esconder a questão por trás dos tapumes religiosos / moralistas.

TADEU CASTRO
11/05/2018

PS. David Goodall, o cientista australiano que batalhou pelo direito ao suicídio assistido, morreu, esta quinta-feira 10/05/2018, numa clínica suíça, revelou a organização pró-eutanásia “Exit International”.

Sob a supervisão de médicos, Goodall sucumbiu depois de lhe ter sido administrado um medicamento letal, numa clínica de Basileia, enquanto ouvia o “Hino da Alegria”, de Beethoven. (FONTE: CNN)

Música que Goodall escutava ao morrer

 

Sobre o assunto recomendo o premiado filme Espanhol “Mar Adentro” (2004), que baseado  em fatos reais relata a história de Ramón Sampedro e sua luta na justiça pelo direito de se matar, quando ficou tetraplégico após um acidente de mergulho.

Trailer do filme

 

SOBRE O AUTOR
Um cara sem diplomas na parede (trancou o curso de jornalismo no segundo ano, ainda no século passado, por sentir uma certa claustrofobia no universo acadêmico). Não é, e nem pretende ser, especialista em coisa alguma (ser um especialista o limitaria). Trata-se apenas de um bom observador (nada mais do que isso), pois isso lhe basta e o faz um ser livre, seja no olhar, no pensar e no viver.
AUTOR TADEU CASTRO II

Um Homem Também Chora – Gonzaguinha – (e) Texto by 22

Como de costume recente, na tentativa de não ser enfadonho, aos visitantes pouco interessados em meus textos e comentários, seguirei a nova tendência (que venho aos poucos tentando implantar no blog): Primeiro posto apenas a canção, às vezes também a letra e numa segunda etapa, para quem quiser ter um ponto de vista uma reflexão sobre o que está sendo apresentado, fica opcional a alternativa de continuar a ler o conteúdo todo, a motivação do post, os possíveis dramas pessoais do autor do artigo e o que mais houver, através do “botão” “continuar lendo” ou “leia mais”. Sendo assim, apreciem essa versão com uma letra levemente modificada da que foi popularizada na mídia da época e eternizada na mente das pessoas que conhecem a canção e também com um arranjo simples, porém lindíssimo de apenas voz e violão dessa canção magnífica. 
(palavra do Editor)

Um Homem também chora,  menina, morena…
Também deseja colo, palavras amenas,
Precisa de carinho, precisa de ternura,
Precisa de um abraço da própria candura!

Guerreiros são pessoas. São fortes. São frágeis.
Guerreiros são meninos por dentro do peito.
Precisam de um descanso. Precisam de um remanso.
Precisam de um sonho que os torne refeitos. (*1)

É triste ver meu homem: Guerreiro, menino!
Com a barra de seu tempo por sobre seus ombros.
Eu vejo que ele sangra…. (2)
Eu vejo que ele berra  (2) a dor que traz no peito, (*3)
…pois ama… e ama….

Um homem se humilha, se (4) castram seus sonhos.
Seu sonho é sua vida e vida é trabalho!
E sem o seu trabalho, um homem não tem honra
Sem a sua honra, se morre… SE MATA! (
5)

Nos pontos que sinalizei com itálico/negrito, asteriscos e números, são pontos em que nessa versão houve alteração em relação a letra oficial, conhecida dos álbuns originais lançados também oficialmente pela gravadora.

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