As Fases da Vida (em Música) text by 22 – Não creio em mais nada (Paulo Sérgio)

Vou tentar, em fragmentos de músicas, expressar os níveis pelos quaos passei, pra chegar onde cheguei hoje… Adianto: esse é um post down, depressivo, desesperançoso, completamente – eu diria: real. Sem fru-fru.. a vida nua e crua. Leia não… vai ser chato, enfadonho, entediante, ruim… mas eu vou escrever, porque eu quero, ok? Então tá…

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One of Us – Joan Osborne!

Perdoem os que simpatizam com esse personagem, mas: fica a pergunta:

“E se ele fosse como nós?” (afinal de contas não tem um certo livro “sagrado” que diz que nós, seres humanos, somos imagem e semelhança dele? Pois é.. talvez isso explique o tanto de – na minha concepção, o tanto de merda que ele faz, fez  e continua fazendo… (claro, supondo, partindo do princípio que ele ao menos existisse.. mas vocês sabem: eu não acredito nisso.. pra mim tá mais para: “nós homens fizemos a deus a nossa própria imagem e semelhança… mas isso é um assunto pra outra hora…) eu não quero polemizar, só quero que você reflita um pouquinho e, também, sim, faça a defesa dele.. seja o advogado dele.. diga porque meu pensamento em relação a esse personagem, está equivocado… ou não!

Beijos de paz!

Pra mim, só mesmo isso, o fato do deus, ser como nós, talvez justificar tanta cagada, tanta injustiça, tanta merda, tanto erro de cálculo (isso!! erro de cálculo! Então daí, surgir outra pergunta: como um ser, que vocês dizem perfeito, calcular tão errado certas coisas… enfim… chega… falem ou não falem, se ofendam, ou não.. mas entendam o contexto do post e principalmente a ideia da música… talvez haja tanta merda, porque, ele é só um de nós.. e aí, entra o axioma de Epicuro de Samos:

anxioma de epicuro

By @22seqvme
(Igor Otávio)

 

“Pra Frente Brasil!”… E os cinco motivos pelos quais o Brasil não ganhará a Copa do Mundo na Rússia

F1
[FUTEBOL]


(A música ufanista criada para a seleção brasileira que disputava a Copa de 1970)

O que se ouve nesse momento delicado pelo qual atravessa o país é: “Ninguém vai querer saber dessa Copa do Mundo!”… Mas não adianta, Brasil em campo e tudo pára, as avenidas ficam desertas e vai todo mundo para a frente da televisão. Mas deixo aqui o aviso aos torcedores mais fanáticos de que não se iludam, a seleção canarinho não vai voltar com a taça nas mãos… E aqui vão os cinco motivos para esse meu prognóstico bem pouco otimista…
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O suicídio assistido e o respeito à liberdade individual

M&A09052018

[CONCEITOS ÉTICOS]

Recentemente  o cientista Australiano David Goodall (104 anos) causou espanto ao mundo ao declarar que deseja praticar a eutanásia. O caso de Goodall é particularmente surpreendente aos olhos da maioria, pois o mesmo não sofre de nenhuma doença terminal ou degenerativa, como ocorre na grande maioria dos casos em que as pessoas lançam mão dessa prática. Segundo as palavras do cientista: “Não estou feliz. Quero morrer. Não é particularmente triste. O que é triste é que me impeçam isso. Meu sentimento é que uma pessoa idosa como eu deve se beneficiar de seus plenos direitos de cidadão, incluindo o direito ao suicídio assistido”, declarou o mesmo ao canal de TV Australiano ABC, no dia de seu aniversário, semanas atrás.

A Exit (onde Godall pretende realizar seu suicídio assistido) e a Dignitas são as duas organizações de suicídio assistido localizadas na Suíça, um dos pouquíssimos países onde a prática é autorizada por lei. São financiadas por mais de 73 mil membros que acreditam ser respeitável a decisão pessoal de dar fim a própria vida. Instituições que ajudam pessoas que, em perfeitas condições psíquicas, ao escolherem sobre qual o momento do término de sua existência, o façam da maneira mais digna possível.

No Brasil o assunto é um tabu, mais do que isso, existe nos meios de comunicação uma determinação para que os casos de suicídio não sejam noticiados, já que existe o medo por parte de uma parte dos especialistas em doenças psíquicas (não há um consenso sobre isso, inclusive entre estes) que a divulgação de tais casos poderia causar uma espécie de epidemia da prática por parte das pessoas que não estão felizes com a própria vida. Mas será mesmo que essa é a melhor maneira de tratar o assunto? Esconder a questão ao invés de trazê-la a luz do debate?!

Existe também a abordagem dos religiosos sobre o assunto, que na sua grande maioria condenam quem opta por dar fim a própria vida. Mas eu perguntaria a esses: Onde fica então o tal do “livre arbítrio” tão propalado, sobre tudo pelos cristãos? Quando afirmam de forma imperativa que: “A hora da morte só cabe a Deus determinar”, estão claramente deixando de lado a ideia de que cabe a cada ser humano suas próprias ações e consequências sobre as mesmas.

Fico me perguntando, afinal, quem teria mais direito sobre a própria existência do que quem usufrui do lado bom e do ruim da vida? Porque não dar ao indivíduo o direito da escolha? Claro que trata-se aqui de uma decisão limite, mas estando o individuo no mais perfeito gozo de suas faculdades mentais, não seria óbvio que cabe a esse os rumos do seu próprio destino?

Segundo a OMS (dados de 2015) estima-se que 800 mil pessoas se suicidam anualmente no mundo, uma a cada 40 segundos, o que equivale a 1,4% dos óbitos totais. A média global é de 10,7 por 100 mil habitantes, sendo 15/100 mil entre homens e 8/100 mil entre as mulheres. Dessa forma estamos lidando aqui com algo real, que insistimos em camuflar, ao invés de trazer ao debate, como fazemos aliás, com várias das questões contemporâneas. Penso que é preciso evoluir a discussão do assunto e não esconder a questão por trás dos tapumes religiosos / moralistas.

TADEU CASTRO
11/05/2018

PS. David Goodall, o cientista australiano que batalhou pelo direito ao suicídio assistido, morreu, esta quinta-feira 10/05/2018, numa clínica suíça, revelou a organização pró-eutanásia “Exit International”.

Sob a supervisão de médicos, Goodall sucumbiu depois de lhe ter sido administrado um medicamento letal, numa clínica de Basileia, enquanto ouvia o “Hino da Alegria”, de Beethoven. (FONTE: CNN)

Música que Goodall escutava ao morrer

 

Sobre o assunto recomendo o premiado filme Espanhol “Mar Adentro” (2004), que baseado  em fatos reais relata a história de Ramón Sampedro e sua luta na justiça pelo direito de se matar, quando ficou tetraplégico após um acidente de mergulho.

Trailer do filme

 

SOBRE O AUTOR
Um cara sem diplomas na parede (trancou o curso de jornalismo no segundo ano, ainda no século passado, por sentir uma certa claustrofobia no universo acadêmico). Não é, e nem pretende ser, especialista em coisa alguma (ser um especialista o limitaria). Trata-se apenas de um bom observador (nada mais do que isso), pois isso lhe basta e o faz um ser livre, seja no olhar, no pensar e no viver.
AUTOR TADEU CASTRO II

Um Homem Também Chora – Gonzaguinha – (e) Texto by 22

Como de costume recente, na tentativa de não ser enfadonho, aos visitantes pouco interessados em meus textos e comentários, seguirei a nova tendência (que venho aos poucos tentando implantar no blog): Primeiro posto apenas a canção, às vezes também a letra e numa segunda etapa, para quem quiser ter um ponto de vista uma reflexão sobre o que está sendo apresentado, fica opcional a alternativa de continuar a ler o conteúdo todo, a motivação do post, os possíveis dramas pessoais do autor do artigo e o que mais houver, através do “botão” “continuar lendo” ou “leia mais”. Sendo assim, apreciem essa versão com uma letra levemente modificada da que foi popularizada na mídia da época e eternizada na mente das pessoas que conhecem a canção e também com um arranjo simples, porém lindíssimo de apenas voz e violão dessa canção magnífica. 
(palavra do Editor)

Um Homem também chora,  menina, morena…
Também deseja colo, palavras amenas,
Precisa de carinho, precisa de ternura,
Precisa de um abraço da própria candura!

Guerreiros são pessoas. São fortes. São frágeis.
Guerreiros são meninos por dentro do peito.
Precisam de um descanso. Precisam de um remanso.
Precisam de um sonho que os torne refeitos. (*1)

É triste ver meu homem: Guerreiro, menino!
Com a barra de seu tempo por sobre seus ombros.
Eu vejo que ele sangra…. (2)
Eu vejo que ele berra  (2) a dor que traz no peito, (*3)
…pois ama… e ama….

Um homem se humilha, se (4) castram seus sonhos.
Seu sonho é sua vida e vida é trabalho!
E sem o seu trabalho, um homem não tem honra
Sem a sua honra, se morre… SE MATA! (
5)

Nos pontos que sinalizei com itálico/negrito, asteriscos e números, são pontos em que nessa versão houve alteração em relação a letra oficial, conhecida dos álbuns originais lançados também oficialmente pela gravadora.

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O Papa é POP (resposta by 22)

Recentemente, nosso querido colunista do blog, Tadeu Castro, fez um post falando da malandragem em prol de mais popularidade ainda da sua religião estava indo de mal a pior, o Papa Argentino e suas novas definições de céu e inferno, etc. Leia o artigo aqui para saber mais: Papa Francisco: A maior jogada de marketing do século XXI.

karol vojtylaInclusive ele cita no post o papa que inspirou a canção do trio: Gessinger, Licks e Maltz, também conhecido como Engenheiros do Hawaii (Na época eles eram apenas um trio e não “isso” que nós vemos hoje: Humberto “Que se Acha Deus” Gessinger e um monte de moleque que não chegam aos pés dos dois integrantes anteriores. Sim, sou saudosista!)

Foi exatamente em 15 de junho de 1990 que chegou nas lojas e começou a tocar em todas as rádios do Brasil o absurdo sucesso que foi o disco e a canção homônima: O PAPA É POP. Inspirada no que à época era o líder religioso mais carismático, simpático e popular do mundo: O polonês Karol Joséf Vojtyla, também conhecido como Papa João Paulo II.

Se João Paulo II que era conservador foi considerado pop, já nos anos 90, imagina o que não diriam do Argentino Populista? (na verdade não precisa imaginar não.. é só ler a matéria do Tadeu: Papa Francisco: A maior jogada de marketing do século XXI)

Leia também:

Um Grande abraço e até a próxima!

By Igor Otávio

Bella Ciao – Manu Pila (La Casa de Papel)

Música que pra grande maioria das pessoas (eu pelo menos confesso não conhecia), só tomou conhecimento da existência dela em função do seriado espanhol “La Casa de Papel” da Netflix (embora fazendo minhas pesquisas aqui, observei que Rita Pavone, Mercedes Sosa, Andre Rieu, Goran Bregovic e tantos outros famosos já haviam gravado essa canção, famosa e de autor desconhecido).

A música é sim muito bonita, tem uma história linda, apesar dos autores serem desconhecidos, imagina-se que seja datada sua composição na época da segunda guerra mundial, por membros guerrilheiros que combatiam fascistas, nazistas e sei lá que tipo de troço ruim que existia. Eram da resistência. (isso tudo faz da música ainda mais linda!).

Quanto ao seriado? Bem.. é um bom seriado sim. Porém eu particularmente acho que a música não se aplica a eles, ainda mais no contexto que foi usado. Mas foi forçada na história… e tá aí… assistam o seriado e tirem suas conclusões. Eu acho que bandido bom é bandido morto sim e demora nada, já to até prevendo daqui uns tempos vai ter traficantes nos morros do RJ cantando “Bella Ciao” como se eles fossem algum tipo de resistência, mártires ou qualquer bosta que o valha. Não. Vocês são apenas ladrões, bandidos, assaltantes, marginais, traficantes de merda. Não ousem fazer a heresia de tomar essa canção como sendo um hino para si. Só isso que digo.

Abraço a todos!

Papa Francisco: A maior jogada de marketing do século XXI

M&A 23042018

[RELIGIÃO]

O Papa João Paulo II (O Polonês Karol Józef Wojtyła) teve como característica durante no seu pontificado (1978 – 2005) uma liderança idolatrada por seus fiéis. Era comum vê-lo ao redor do mundo cercado por católicos que em lágrimas aclamavam a presença do “Santo Padre”. Mesmo conservador, funcionou bem para o seu tempo, isso pôde ser constatado no clamor popular causado pela sua morte em 02 de abril de 2005. Ocorre que já no final do seu Papado, a igreja católica se viu mergulhada em escândalos relacionados a prática de pedofilia por vários de seus sacerdotes, estaria em tratar de um tema tão delicado um dos maiores desafios do seu sucessor.

A escolha recaiu então sobre o Papa Bento XVI (O Alemão Joseph Aloisius Ratzinger), uma figura carrancuda que deu logo de frente com mais um escândalo, agora no âmbito financeiro. O (IOR) Instituto de Obras Religiosas (na prática o banco oficial do Vaticano) se viu envolvido por investigações que apontavam fortes indícios de lavagem de dinheiro.

A igreja católica entrava nos anos 2010 com a sua credibilidade jogada ao chão, com seu líder ocupado até o limite de suas forças em tentar ocultar tais mazelas. O resultado não poderia ser pior, era notória a perda de fiéis, que em grande parte migravam para as igrejas evangélicas, que tomavam conta da América do Sul como um cupinzeiro faz com um suculento tronco de árvore sem dono. Parecia o começo do fim de um reinado cujo castelo começava a desmoronar definitivamente.

Eis que em 11 de fevereiro de 2013 o mundo vê estarrecido algo que não acontecia desde 1415 (Papa Gregório XII): O Papa Bento XVI renuncia ao cargo, alegando a idade avançada. Justificativa que definitivamente não convencia nem a ele mesmo, que abandonava seu Papado claramente contrariado, naquilo que se mostrava uma estratégia que o Vaticano precisava executar para reverter um quadro tão desfavorável.

Caberia agora o conclave dos cardeais para a escolha do novo sumo pontífice. E dessa vez não poderia haver erro, se tratava ali de um momento crucial para a recuperação da combalida credibilidade da igreja católica. O processo de renúncia / escolha fazia parte de um plano para chamar a atenção do mundo para a praça São Pedro. E foi o que aconteceu! A expectativa que se criou em torno do nome e da nacionalidade do novo Papa já se configurava uma vitória para a instituição, que chamava para si os holofotes de grande parte da imprensa mundial. Nada daquilo foi por acaso.

Jorge Mario Bergoglio (Argentino de Buenos Aires), o Papa Francisco, assumiu o posto maior do Vaticano no dia 13 de março de 2013. O primeiro Papa latino-americano trazia consigo os novos ares que os fiéis esperavam. Tinha carisma, força de liderança e coragem para romper com os dogmas cansados da religião que abarca em torno de 1,2 bilhões de pessoas no mundo. Francisco, com posicionamentos que contrariam boa parte do lado conservador da igreja, como o desapego aos bens materiais, o respeito aos homossexuais, o perdão as mães solteiras e mais recentemente a impactante afirmação de que “o inferno não existe”, vai trazendo para perto de si todos aqueles que buscam em um líder religioso aquilo que esperam ouvir de um pai carinhoso e compreensível, mas que em nada tem a ver com a história e os dogmas conservadores do catolicismo.

A cada semana o Papa moderno solta uma nova frase de efeito e bate de frente com a ala mais conservadora dos cardeais que no entanto não conseguem parar Francisco, já que o resultado de sua postura tem sido impactante, ganhando aplausos até de seguidores de outras religiões. A igreja se reaproxima de seus fiéis, agora muito mais identificados com seu grande líder. Era essa era a ideia quando da derrubada de Bento XVI e a ascensão de Francisco, a retomada desse sentimento de identificação dos seus seguidores. Podemos dizer sem meias palavras, que dentro do “mercado mundial da fé”, a escolha de Francisco foi sem dúvida uma tacada de mestre ou porque não dizer, a maior jogada de marketing do século XXI.

TADEU CASTRO
25/04/2018

SOBRE O AUTOR
Um cara sem diplomas na parede (trancou o curso de jornalismo no segundo ano, ainda no século passado, por sentir uma certa claustrofobia no universo acadêmico). Não é, e nem pretende ser, especialista em coisa alguma (ser um especialista o limitaria). Trata-se apenas de um bom observador (nada mais do que isso), pois isso lhe basta e o faz um ser livre, seja no olhar, no pensar e no viver.
AUTOR TADEU CASTRO II

O impeachment de Collor e a prisão de Lula: A história no Brasil gira em círculos?

M&A09042018

[POLÍTICA]

No Brasil, assim com em alguns países da América Latina, a história parece acontecer em círculos que se repetem de tempos em tempos. Eu poderia citar aqui uma quantidade quase interminável de exemplos, mas vou me ater ao fato político do momento: A prisão de ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quando foi empichado em 1992, Fernando Collor de Mello começou a cair do poder graças a uma reportagem da revista Veja na qual Pedro Collor, seu irmão, fazia acusações de um esquema de corrupção que envolvia um tesoureiro de campanha (até ali um desconhecido do grande público) de nome Paulo Cesar Farias, morto (ao que tudo indica como queima de arquivos) em 1996.

Lula acaba de se entregar a Polícia Federal, para cumprimento de condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, depois de um controverso julgamento, o qual ainda divide o país entre os que aplaudem sua prisão em nome de um país menos corrupto e os que o defendem alegando, de uma forma geral, que o mesmo está sendo vítima de perseguição política.

Uma coisa fica clara entre os pontos que ligam estas duas passagens fundamentais da nossa história recente. A de que não é de hoje que a corrupção está diretamente ligada à forma de fazer política no Brasil. De tudo o que se falou na imprensa sobre os motivos que levaram a queda do PT do poder, uma que passou quase batida, veio de um executivo do segundo escalão de uma das empreiteiras envolvidas no chamado “escândalo do mensalão”, quando o mesmo disse: “No Brasil, se você não paga o ‘caixa dois’, você não coloca um paralelepípedo no chão. E isso vale para o governo federal, governos estaduais e municipais”. É triste, mas salvo raríssimas exceções, a afirmação está absolutamente correta, e não por acaso, visto que o nosso conjunto de valores éticos (da base ao topo da pirâmide social) é extremamente frágil.

M&A09042018-02

Acreditar que Fernando Collor foi tirado do poder por conta de um cheque que pagava um Fiat Elba (prova alegada como o crime de responsabilidade que desencadeou sua queda) ou que Lula está preso porque um grupo de magistrados bem intencionados de Curitiba quer livrar o país da corrupção (desta feita, a prova criminal está em um apartamento na cafona cidade litorânea de Guarujá), só pode partir de ingênuos desinformados ou de pessoas dotadas de uma total falta de honestidade intelectual.

Fernando Collor e Lula foram sim, esmagados pelas mídias de massa, que trabalham a mando daqueles a quem interessava ver Collor fora do poder em 1992 e a quem interessa ver Lula fora da disputa das próximas eleições. Grupos que participam (inclua-se aí os “heróis” do judiciário) da mesma estrutura podre da qual os dois fazem parte (Collor é senador eleito por Alagoas até hoje). Estamos diante de um jogo sujo de poder e não de uma briga do bem contra o mal. Mas existe uma diferença fundamental entre essas duas figuras emblemáticas, Lula é um líder carismático poderosíssimo (Collor nunca chegou nem perto disso) e isso pode fazer toda a diferença no desenrolar dos fatos, transformando o momento atual em um ponto de partida para uma guinada sem precedentes na história desse país.

TADEU CASTRO
09/04/2018

SOBRE O AUTOR
Um cara sem diplomas na parede (trancou o curso de jornalismo no segundo ano, ainda no século passado, por sentir uma certa claustrofobia no universo acadêmico). Não é, e nem pretende ser, especialista em coisa alguma (ser um especialista o limitaria). Trata-se apenas de um bom observador (nada mais do que isso), pois isso lhe basta e o faz um ser livre, seja no olhar, no pensar e no viver.
AUTOR TADEU CASTRO II

Escrever… O Retorno!

M&A 02042018

[COMUNICAÇÃO SOCIAL]

Tenho para mim que quem escreve, escreve fundamentalmente para si mesmo, numa necessidade quase visceral de colocar algo para fora. Claro que é estimulante ser publicado em um blog legal, ser lido por pessoas e acrescentar algo, uma reflexão mais profunda, um pensamento rápido ou um riso de canto de boca, seja de graça ou mesmo de reprovação.

No segundo semestre de 2014 recebi o convite do Igor Otávio para escrever neste blog, para mim, que nunca tinha publicado nada em lugar algum, mas que já gostava de escrever, foi o mesmo que receber um convite do Washington Post. Colaborei com alguns bons textos (outros nem tanto), mas lembro da sensação de ver pela primeira vez um texto meu publicado aqui no Blog Música e Arte. Foi sem dúvida excitante!

Por uma questão de escolha, acabei me afastando para elaborar o meu próprio blog, o Sacada da Biblioteca – https://sacadadabiblioteca.wordpress.com -, que mesmo com um alcance de público bem menor do que esse espaço, cumprindo seu papel, completou o seu ciclo de vida (graças aos seus autores e autoras) e caminha para suas últimas publicações.

Eis que para minha surpresa, poucas horas depois de decidir pelo encerramento das publicações do meu blog, recebo um novo convite para colaborar com o Blog Música e Arte. Era exatamente o que eu pessoalmente (mergulhado há algum tempo numa quase que total estagnação no ato de escrever e publicar) estava precisando!

Eis aqui o meu retorno caro leitor do Blog Música e Arte. Estarei aqui na sua tela com frequência num formato de coluna opinativa sobre questões das mais variadas, visto que tenho a liberdade de não ser especialista em coisa alguma, sendo assim, o que vocês vão ler nos meus textos será apenas a opinião de um bom observador, relativamente bem informado. Espero que gostem!

TADEU CASTRO
02/04/2018

SOBRE O AUTOR
Um cara sem diplomas na parede (trancou o curso de jornalismo no segundo ano, ainda no século passado, por sentir uma certa claustrofobia no universo acadêmico). Não é, e nem pretende ser, especialista em coisa alguma (ser um especialista o limitaria). Trata-se apenas de um bom observador (nada mais do que isso), pois isso lhe basta e o faz um ser livre, seja no olhar, no pensar e no viver.
AUTOR TADEU CASTRO II

Cigano – Fagner (e texto sobre mais uma volta minha no calendário – by 22)

Esse é um post datado: 27 de março de 2018. Mas pra não tomar tempo de quem não tá interessado nos meus textos e veio aqui só pela música, obrigado também, ouça a música e abstenha-se de clicar no botão “leia mais” ou “continuar lendo” que segue após o vídeo. A propósito a data refere-se ao meu aniversário. Então dessa vez não vou interpretar música, vou falar sim de mim, tendo a música como pano de fundo. Mas… (sempre tem um “mas”, parafraseando o Rei e o Erasmo “Se você pretende saber quem eu sou”, ouça a música primeiro, caso não conheça, depois siga para o texto. Obrigado de novo.

“Eu não vivo guardado em segredos, nem num medo, um receio sequer… A não ser quando a morte vier e me pegar sorrindo, querendo ficar…”

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Onde Deus Possa Me Ouvir – Vander Lee

Pena que não deu tempo de tentar nenhuma das minhas sugestões, como por exemplo a regravação de um segundo álbum, nos mesmo moldes do primeiro…mas essa canção: essa é um verdadeiro hino. Nesse momento, diz exatamente tudo que eu gostaria de dizer, mas só sinto:

“SABE O QUE EU QUERI AGORA MEU BEM?”

Música e Arte!

Mais que uma música, um verdadeiro hino, uma pérola, uma oração, um pedido, uma súplica… coisa mais linda de se ouvir.

Além do mais, não adianta: Gal Costa regravou, o próprio Vander Lee regravou… de verdade: ambas, ficaram uma porcaria. Quero dizer: a música continuou boa, porque é boa e não tem jeito, mas essa gravação que lhes apresento aqui, a primeira versão, a versão do disco que praticamente lançou Vander Lee no mercado, um disco se não me engano “Independente”, essa versão é impagável e irreproduzível  (talvez Caetano Veloso, chegasse próximo a isso. Pois Caetano é fera com um banquinho e um violão, ele potencializa muitas músicas). O disco todo é simplesmente sensacional. Mas, por essa razão mesmo é que vou introduzir Vander Lee aos poucos aqui no blog.

Vander Lee na minha opinião tem uma particularidade: é muito bom cantor de “ao vivo” e com o mínimo de aparato…

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Agora ou Alexandria: O filme!

“Hypátia que era mulher de verdade,
Hypátia não tinha a menor vaidade…”

Só pra começar com esse sambinha descontraído! rsrs

Hoje, dia Flamengo da mulher (porque Internacional é lá com os Gaúchos rsrs), eu não tive dúvidas: Não há filme melhor para representar aquilo que eu imagino seja o melhor retrato, a melhor resposta, que qualquer mulher poderia dar a qualquer “opressor”, seria ter a atitude e o “caralhão” de qualidades e tudo mais que essa mulher porreta apresentou em sua vida, e claro, com uma licença poética ou outra, boa parte da essência foi também representada no filme.

alexandriamovie

Filme esse que tem algumas curiosidades. Lançado no ano de 2009, é uma obra espanhola, porém que é toda falada em inglês (que eu mesmo nem sabia se tratar de uma obra não-hollywoodiana). Um filme sensacional, todo muito bem feito, lindo, emocionante, comovente e que dá uma sensação de pensar “caralho, que mulher foda!”. Quem conta ainda com a Rachel Weisz no papel principal. Outro detalhe que até onde vi, é que esse filme tem algumas denominações diferentes, em alguns lugares chama-se: “Agora”, em outros (no Brasil por exemplo) veio sob o título de “Alexandria” (que eu burramente pensava que era o nome da protagonista rsrsrs) e vi também com o nome de “Libertad”.

“Agora” ou “Alexandria” deve ser um filme de encher as mulheres de orgulho e a certeza de que foram de fato muito bem representadas na telinha (ou telona, se você assistiu no cinema).

Eu achei as ações, atitudes e feitos da Hypátia, muito mais notáveis que os das heroínas, lacradoras e empodeiradas modernas, que tem o incrível talento de defecar em público como forma de protesto, nesses mesmos protestos em que saem por aí exibindo suas mamas desnudas, seus suvacos cabeludos, com suas plaquinhas de “não sou pavê, sou pra…” ou “o mosquito para de chupar quando leva um tapa, já eu…”, etc, etc. etc… não me levem a mal… Sem falar nas causas que Hypatia defendia, causas na minha opinião, muito mais relevantes e úteis que muitas das que vemos hoje.

Hypátia foi uma revolucionária, muito a frente de seu tempo. Muito a frente da maioria dasagoramovie mulheres de hoje. Porém, hoje em dia, as mulheres estão cada vez se perdendo mais em meio a tantos  neo liberalismo que em nada ajuda na imagem e na inclusão e aceitação delas enquanto pessoas, cidadãs e integrantes fundamentais da sociedade. Mas isso tem sido uma escolha delas mesmas. Clamam por respeito e igualdade, enxergam machismo em tudo e fazem tudo isso rebolando até o chão ao som de “funks” com suas letras nojentas, depreciativas que apenas objetificam as “novinha” e tudo que suas letras dizem é “quica quica quica” e “senta senta senta”, “vai safada, vai safada”, etc, etc, etc… Pensando bem, Hipátia é quem deve estar se contorcendo no túmulo uma hora dessas ao “ver” boa parte das mulheres de hoje em dia e seus comportamentos incoerentes e desconexos.

Eu fosse mulher, teria Hypatia na galeria de ídolo máximo de mulher e feminismo.. mas boa parte das de hoje, sequer sabem que essa mulher incrível existiu um dia e tem em seus ídolos, qualquer que seja o artista fabricado do momento (nesse momento que escrevo esse post: 8 de março de 2018 – para ficar datado – os ídolos dessa geração lacradora atendem pelo nome de Anita, Jojô Todynho, Valeska Popozuda, Tammy Gretchen, Pablo Vitar, etc…

A todas as outras mulheres, que não essas superficiais, mencionadas – essas eu quero que se fodam e faço das palavras de Gabriel O Pensador, na sua clássica canção “Loira Burra” que reproduzo abaixo, as minhas palavras.

Já As demais mulheres, especialmente aquelas que estão mais para Hypátia que para “Pablo Vitar” (sim, pablo Vitar é mulher para boa parte das mulheres de hoje e exemplo de superação a ser seguido), eu desejo sim um Feliz dia da Mulher… e como disse em outra oportunidade, que o “8” desse dia de hoje, saia da Vertical e passe para a horizontal, ficando assim “∞”, que é o meu real desejo, que é que o dia das mulheres seja não só dia 8 de março, mas que seja infinito, que dia das mulheres seja todos os dias!

Um grande abraço a todos e especialmente a todas as mulheres importantíssimas da minha vida, que eu até ia citá-las nominalmente, mas não vou, porque certa vez meu avô me disse que era importante ter uma mulher que fosse carinhosa, uma mulher que soubesse cozinhar, uma mulher que cuidasse bem dos filhos, uma mulher que fosse boa para conversar, uma mulher que te entendesse só com o olhar e o mais importante: que essas mulheres nunca se conheçam! [rá! pegadinha do malandro! ié ié]. Mas…

val linda

Tô Pegando.

… Quero desejar um feliz dia muito especial a minha rainha, a mulher com quem eu pretendo dividir e passar o resto da minha vida junto com ela (deve ser por isso mesmo as vezes eu penso em abreviar minha vida vez em quando), a primeira dama: Valéria Ramos!

Feliz dia das mulheres!

 

Hey, Psiu! Disfarça… aqui óh, fala pra ninguém que eu te contei não, mas, se você quiser assistir o filme online, de grátis, sem pagar nada, é só clicar aqui, nesse link. Esse é o Stream do filme disponibilizado na internet:  http://filmesonlinegratisahd.com/alexandria-agora-dublado-online/

Por Igor Otávio

Maria Magdalena (I’ll Never Be) – Sandra Ann Lauer (1985)

(adorava essas vozinhas finas, agudas que só, das cantoras dos anos 80 rsrs)

Lista de Filmes para assistir no Carnaval (Por Lisiane Pohlmann)

Já que o carnaval está chegando e eu não tenho habilidade pro festerê, lembrei de fazer uma listinha de dicas cinematográficas, com filmes que todo mundo deveria assistir pelo menos uma vez na vida:

1) Para quem quer entender a banalidade do mal e a extensão de nossos preconceitos: This is England.

É 1983 e a escola está fora. Shaun, de 12 anos, é um menino solitário, cujo pai morreu lutando na Guerra das Malvinas. Ao longo das férias de verão, ele faz amizade com um grupo de skinheads locais. Os amigos logo se tornam familiares e os relacionamentos serão empurrados até o limite.

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