O impeachment de Collor e a prisão de Lula: A história no Brasil gira em círculos?

M&A09042018

[POLÍTICA]

No Brasil, assim com em alguns países da América Latina, a história parece acontecer em círculos que se repetem de tempos em tempos. Eu poderia citar aqui uma quantidade quase interminável de exemplos, mas vou me ater ao fato político do momento: A prisão de ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quando foi empichado em 1992, Fernando Collor de Mello começou a cair do poder graças a uma reportagem da revista Veja na qual Pedro Collor, seu irmão, fazia acusações de um esquema de corrupção que envolvia um tesoureiro de campanha (até ali um desconhecido do grande público) de nome Paulo Cesar Farias, morto (ao que tudo indica como queima de arquivos) em 1996.

Lula acaba de se entregar a Polícia Federal, para cumprimento de condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, depois de um controverso julgamento, o qual ainda divide o país entre os que aplaudem sua prisão em nome de um país menos corrupto e os que o defendem alegando, de uma forma geral, que o mesmo está sendo vítima de perseguição política.

Uma coisa fica clara entre os pontos que ligam estas duas passagens fundamentais da nossa história recente. A de que não é de hoje que a corrupção está diretamente ligada à forma de fazer política no Brasil. De tudo o que se falou na imprensa sobre os motivos que levaram a queda do PT do poder, uma que passou quase batida, veio de um executivo do segundo escalão de uma das empreiteiras envolvidas no chamado “escândalo do mensalão”, quando o mesmo disse: “No Brasil, se você não paga o ‘caixa dois’, você não coloca um paralelepípedo no chão. E isso vale para o governo federal, governos estaduais e municipais”. É triste, mas salvo raríssimas exceções, a afirmação está absolutamente correta, e não por acaso, visto que o nosso conjunto de valores éticos (da base ao topo da pirâmide social) é extremamente frágil.

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Acreditar que Fernando Collor foi tirado do poder por conta de um cheque que pagava um Fiat Elba (prova alegada como o crime de responsabilidade que desencadeou sua queda) ou que Lula está preso porque um grupo de magistrados bem intencionados de Curitiba quer livrar o país da corrupção (desta feita, a prova criminal está em um apartamento na cafona cidade litorânea de Guarujá), só pode partir de ingênuos desinformados ou de pessoas dotadas de uma total falta de honestidade intelectual.

Fernando Collor e Lula foram sim, esmagados pelas mídias de massa, que trabalham a mando daqueles a quem interessava ver Collor fora do poder em 1992 e a quem interessa ver Lula fora da disputa das próximas eleições. Grupos que participam (inclua-se aí os “heróis” do judiciário) da mesma estrutura podre da qual os dois fazem parte (Collor é senador eleito por Alagoas até hoje). Estamos diante de um jogo sujo de poder e não de uma briga do bem contra o mal. Mas existe uma diferença fundamental entre essas duas figuras emblemáticas, Lula é um líder carismático poderosíssimo (Collor nunca chegou nem perto disso) e isso pode fazer toda a diferença no desenrolar dos fatos, transformando o momento atual em um ponto de partida para uma guinada sem precedentes na história desse país.

TADEU CASTRO
09/04/2018

SOBRE O AUTOR
Um cara sem diplomas na parede (trancou o curso de jornalismo no segundo ano, ainda no século passado, por sentir uma certa claustrofobia no universo acadêmico). Não é, e nem pretende ser, especialista em coisa alguma (ser um especialista o limitaria). Trata-se apenas de um bom observador (nada mais do que isso), pois isso lhe basta e o faz um ser livre, seja no olhar, no pensar e no viver.
AUTOR TADEU CASTRO II

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Escrever… O Retorno!

M&A 02042018

Tenho para mim que quem escreve, escreve fundamentalmente para si mesmo, numa necessidade quase visceral de colocar algo para fora. Claro que é estimulante ser publicado em um blog legal, ser lido por pessoas e acrescentar algo, uma reflexão mais profunda, um pensamento rápido ou um riso de canto de boca, seja de graça ou mesmo de reprovação.

No segundo semestre de 2014 recebi o convite do Igor Otávio para escrever neste blog, para mim, que nunca tinha publicado nada em lugar algum, mas que já gostava de escrever, foi o mesmo que receber um convite do Washington Post. Colaborei com alguns bons textos (outros nem tanto), mas lembro da sensação de ver pela primeira vez um texto meu publicado aqui no Blog Música e Arte. Foi sem dúvida excitante!

Por uma questão de escolha, acabei me afastando para elaborar o meu próprio blog, o Sacada da Biblioteca – https://sacadadabiblioteca.wordpress.com -, que mesmo com um alcance de público bem menor do que esse espaço, cumprindo seu papel, completou o seu ciclo de vida (graças aos seus autores e autoras) e caminha para suas últimas publicações.

Eis que para minha surpresa, poucas horas depois de decidir pelo encerramento das publicações do meu blog, recebo um novo convite para colaborar com o Blog Música e Arte. Era exatamente o que eu pessoalmente (mergulhado há algum tempo numa quase que total estagnação no ato de escrever e publicar) estava precisando!

Eis aqui o meu retorno caro leitor do Blog Música e Arte. Estarei aqui na sua tela toda segunda feira num formato de coluna opinativa sobre questões das mais variadas, visto que tenho a liberdade de não ser especialista em coisa alguma, sendo assim, o que vocês vão ler nos meus textos será apenas a opinião de um bom observador, relativamente bem informado. Espero que gostem!

TADEU CASTRO
02/04/2018

SOBRE O AUTOR
Um cara sem diplomas na parede (trancou o curso de jornalismo no segundo ano, ainda no século passado, por sentir uma certa claustrofobia no universo acadêmico). Não é, e nem pretende ser, especialista em coisa alguma (ser um especialista o limitaria). Trata-se apenas de um bom observador (nada mais do que isso), pois isso lhe basta e o faz um ser livre, seja no olhar, no pensar e no viver.
AUTOR TADEU CASTRO II

Cigano – Fagner (e texto sobre mais uma volta minha no calendário – by 22)

Esse é um post datado: 27 de março de 2018. Mas pra não tomar tempo de quem não tá interessado nos meus textos e veio aqui só pela música, obrigado também, ouça a música e abstenha-se de clicar no botão “leia mais” ou “continuar lendo” que segue após o vídeo. A propósito a data refere-se ao meu aniversário. Então dessa vez não vou interpretar música, vou falar sim de mim, tendo a música como pano de fundo. Mas… (sempre tem um “mas”, parafraseando o Rei e o Erasmo “Se você pretende saber quem eu sou”, ouça a música primeiro, caso não conheça, depois siga para o texto. Obrigado de novo.

“Eu não vivo guardado em segredos, nem num medo, um receio sequer… A não ser quando a morte vier e me pegar sorrindo, querendo ficar…”

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Onde Deus Possa Me Ouvir – Vander Lee

Pena que não deu tempo de tentar nenhuma das minhas sugestões, como por exemplo a regravação de um segundo álbum, nos mesmo moldes do primeiro…mas essa canção: essa é um verdadeiro hino. Nesse momento, diz exatamente tudo que eu gostaria de dizer, mas só sinto:

“SABE O QUE EU QUERI AGORA MEU BEM?”

Música e Arte!

Mais que uma música, um verdadeiro hino, uma pérola, uma oração, um pedido, uma súplica… coisa mais linda de se ouvir.

Além do mais, não adianta: Gal Costa regravou, o próprio Vander Lee regravou… de verdade: ambas, ficaram uma porcaria. Quero dizer: a música continuou boa, porque é boa e não tem jeito, mas essa gravação que lhes apresento aqui, a primeira versão, a versão do disco que praticamente lançou Vander Lee no mercado, um disco se não me engano “Independente”, essa versão é impagável e irreproduzível  (talvez Caetano Veloso, chegasse próximo a isso. Pois Caetano é fera com um banquinho e um violão, ele potencializa muitas músicas). O disco todo é simplesmente sensacional. Mas, por essa razão mesmo é que vou introduzir Vander Lee aos poucos aqui no blog.

Vander Lee na minha opinião tem uma particularidade: é muito bom cantor de “ao vivo” e com o mínimo de aparato…

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Agora ou Alexandria: O filme!

“Hypátia que era mulher de verdade,
Hypátia não tinha a menor vaidade…”

Só pra começar com esse sambinha descontraído! rsrs

Hoje, dia Flamengo da mulher (porque Internacional é lá com os Gaúchos rsrs), eu não tive dúvidas: Não há filme melhor para representar aquilo que eu imagino seja o melhor retrato, a melhor resposta, que qualquer mulher poderia dar a qualquer “opressor”, seria ter a atitude e o “caralhão” de qualidades e tudo mais que essa mulher porreta apresentou em sua vida, e claro, com uma licença poética ou outra, boa parte da essência foi também representada no filme.

alexandriamovie

Filme esse que tem algumas curiosidades. Lançado no ano de 2009, é uma obra espanhola, porém que é toda falada em inglês (que eu mesmo nem sabia se tratar de uma obra não-hollywoodiana). Um filme sensacional, todo muito bem feito, lindo, emocionante, comovente e que dá uma sensação de pensar “caralho, que mulher foda!”. Quem conta ainda com a Rachel Weisz no papel principal. Outro detalhe que até onde vi, é que esse filme tem algumas denominações diferentes, em alguns lugares chama-se: “Agora”, em outros (no Brasil por exemplo) veio sob o título de “Alexandria” (que eu burramente pensava que era o nome da protagonista rsrsrs) e vi também com o nome de “Libertad”.

“Agora” ou “Alexandria” deve ser um filme de encher as mulheres de orgulho e a certeza de que foram de fato muito bem representadas na telinha (ou telona, se você assistiu no cinema).

Eu achei as ações, atitudes e feitos da Hypátia, muito mais notáveis que os das heroínas, lacradoras e empodeiradas modernas, que tem o incrível talento de defecar em público como forma de protesto, nesses mesmos protestos em que saem por aí exibindo suas mamas desnudas, seus suvacos cabeludos, com suas plaquinhas de “não sou pavê, sou pra…” ou “o mosquito para de chupar quando leva um tapa, já eu…”, etc, etc. etc… não me levem a mal… Sem falar nas causas que Hypatia defendia, causas na minha opinião, muito mais relevantes e úteis que muitas das que vemos hoje.

Hypátia foi uma revolucionária, muito a frente de seu tempo. Muito a frente da maioria dasagoramovie mulheres de hoje. Porém, hoje em dia, as mulheres estão cada vez se perdendo mais em meio a tantos  neo liberalismo que em nada ajuda na imagem e na inclusão e aceitação delas enquanto pessoas, cidadãs e integrantes fundamentais da sociedade. Mas isso tem sido uma escolha delas mesmas. Clamam por respeito e igualdade, enxergam machismo em tudo e fazem tudo isso rebolando até o chão ao som de “funks” com suas letras nojentas, depreciativas que apenas objetificam as “novinha” e tudo que suas letras dizem é “quica quica quica” e “senta senta senta”, “vai safada, vai safada”, etc, etc, etc… Pensando bem, Hipátia é quem deve estar se contorcendo no túmulo uma hora dessas ao “ver” boa parte das mulheres de hoje em dia e seus comportamentos incoerentes e desconexos.

Eu fosse mulher, teria Hypatia na galeria de ídolo máximo de mulher e feminismo.. mas boa parte das de hoje, sequer sabem que essa mulher incrível existiu um dia e tem em seus ídolos, qualquer que seja o artista fabricado do momento (nesse momento que escrevo esse post: 8 de março de 2018 – para ficar datado – os ídolos dessa geração lacradora atendem pelo nome de Anita, Jojô Todynho, Valeska Popozuda, Tammy Gretchen, Pablo Vitar, etc…

A todas as outras mulheres, que não essas superficiais, mencionadas – essas eu quero que se fodam e faço das palavras de Gabriel O Pensador, na sua clássica canção “Loira Burra” que reproduzo abaixo, as minhas palavras.

Já As demais mulheres, especialmente aquelas que estão mais para Hypátia que para “Pablo Vitar” (sim, pablo Vitar é mulher para boa parte das mulheres de hoje e exemplo de superação a ser seguido), eu desejo sim um Feliz dia da Mulher… e como disse em outra oportunidade, que o “8” desse dia de hoje, saia da Vertical e passe para a horizontal, ficando assim “∞”, que é o meu real desejo, que é que o dia das mulheres seja não só dia 8 de março, mas que seja infinito, que dia das mulheres seja todos os dias!

Um grande abraço a todos e especialmente a todas as mulheres importantíssimas da minha vida, que eu até ia citá-las nominalmente, mas não vou, porque certa vez meu avô me disse que era importante ter uma mulher que fosse carinhosa, uma mulher que soubesse cozinhar, uma mulher que cuidasse bem dos filhos, uma mulher que fosse boa para conversar, uma mulher que te entendesse só com o olhar e o mais importante: que essas mulheres nunca se conheçam! [rá! pegadinha do malandro! ié ié]. Mas…

val linda

Tô Pegando.

… Quero desejar um feliz dia muito especial a minha rainha, a mulher com quem eu pretendo dividir e passar o resto da minha vida junto com ela (deve ser por isso mesmo as vezes eu penso em abreviar minha vida vez em quando), a primeira dama: Valéria Ramos!

Feliz dia das mulheres!

 

Hey, Psiu! Disfarça… aqui óh, fala pra ninguém que eu te contei não, mas, se você quiser assistir o filme online, de grátis, sem pagar nada, é só clicar aqui, nesse link. Esse é o Stream do filme disponibilizado na internet:  http://filmesonlinegratisahd.com/alexandria-agora-dublado-online/

Por Igor Otávio

Maria Magdalena (I’ll Never Be) – Sandra Ann Lauer (1985)

(adorava essas vozinhas finas, agudas que só, das cantoras dos anos 80 rsrs)

Lista de Filmes para assistir no Carnaval (Por Lisiane Pohlmann)

Já que o carnaval está chegando e eu não tenho habilidade pro festerê, lembrei de fazer uma listinha de dicas cinematográficas, com filmes que todo mundo deveria assistir pelo menos uma vez na vida:

1) Para quem quer entender a banalidade do mal e a extensão de nossos preconceitos: This is England.

É 1983 e a escola está fora. Shaun, de 12 anos, é um menino solitário, cujo pai morreu lutando na Guerra das Malvinas. Ao longo das férias de verão, ele faz amizade com um grupo de skinheads locais. Os amigos logo se tornam familiares e os relacionamentos serão empurrados até o limite.

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Top 10: Pessoas que levaria pra uma ilha… e deixaria lá! (por Tadeu Castro)

Tempos atrás, postei aqui no Blog Música e Arte a lista das mulheres que eu levaria para uma ilha deserta (Clique aqui para ler).

Logo depois a lista dos homens que eu levaria para uma ilha deserta.. (clique aqui para ler)

A época foi como uma homenagem para mulheres e homens das mais diversas áreas, cujo trabalho, postura e coragem eu admiro…

Dessa vez faço diferente, vai aqui a minha lista de homens e mulheres que eu isolaria numa ilha deserta para todo o sempre! Seguem os nomes e os motivos que me levaria a isso:

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Hard to say I’m Sorry – Chicago (Peter Cetera)

True – Spandau Ballet

Um clássico, que tem um arranjo que me encanta de verdade.

A guitarra, o piano, o contrabaixo e a harmonização vocal, são sensacionais! Eu adoro demais!

Reginaldo Rossi – Eu acho que vou chorar

Um clássico daquele que pode ser considerado o lado B (que pra mim, todo lado B de qualquer artista é sempre o melhor lado), desse grande gênio incompreendido da nossa música popular brasileira: Reginaldo Rossi.

Nota do Editor: Eu sei que essa música é uma versão, porém na minha memória está marcada, gravada, registrada essa com Reginaldo. Podem deixar os links da original nos comentários.

Simplesmente sensacional.

Cigano – Terezinha de Jesus (Fagner)

Bela versão dessa linda canção de Raimundo Fagner.

Música essa que trata de uma das maiores ironias da vida: A hora da morte!

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Uma reflexão sobre o “Silêncio” (Lulu Santos, Catedral e Novo Som)

No geral o ser humano, costuma sempre tomar as decisões erradas: Fala na hora de calar e cala na hora que deveria se manifestar.

Esse post é quase uma ode ao silêncio, porém para ilustrar a frase anterior, cito como exemplo aquele ditado: Pior que o grito dos sei lá o que, é o silêncio de quem também não sei. Em resumo, é quando você se cala diante de uma injustiça, quando não se indigna, quando aquilo não mexe com você. Mas enfim, não é sobre isso que vim falar.

A primeira canção que trago, tem o silêncio como seu ponto mais reflexivo e trata da dualidade das coisas:

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Bem Leve – Marisa Monte (uma reflexão que provavelmente você não fez)

Uma música linda e cheia de brasilidade, que dá margem a uma interpretação que poucas pessoas se permitem fazer. Em parte pela levada, o ritmo, a sonoridade, etc.. tudo nos afasta, nos desvia do que possa vir a ser a intenção do autor ao compor.

Sugiro ouvir primeiro, depois acompanhar meu raciocínio.

Então… vou falar.

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Hazard – Richard Marx (tradução)

Um grande clássico dos anos 80, daqueles com aquelas histórias bem interessantes que só os anos 80 transcreviam para música.

Essa música é como se fosse o roteiro de um filme, cheio de reviravoltas.

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